ENCONTROS INTERNACIONAIS

O maior encontro de profissionais da Psicologia Intercultural do mundo chega ao Brasil.

De volta às origens: “Nada sobre Nós, sem Nós”. Um encontro presencial dedicado aos profissionais que atuam, ou pretendem atuar, com brasileiros no exterior. Uma imersão centrada em teoria, conexões reais e internacionais, e no reconhecimento daqueles que estão construindo a Psicologia Intercultural no cenário global.

Conectando o mundo as pessoas os profissionais da Psicologia Intercultural

Os Encontros Internacionais do PSI Terapia no Exterior têm se consolidado como eventos memoráveis, reunindo profissionais, estudantes e entusiastas da psicologia intercultural em um ambiente de aprendizado, troca de experiências e celebração.

Orlando | Junho de 2026 | 2º Encontro Internacional

O segundo Encontro Internacional do PSI aconteceu em junho de 2025, em Orlando, e ele já nasceu atravessado por algo que não estava no cronograma: o medo.

Naquele momento, o cenário político migratório nos Estados Unidos mudava rapidamente. As notícias eram instáveis. As incertezas eram reais. E, em muitos momentos, existiu a dúvida concreta se aquele encontro conseguiria acontecer. Seguir adiante foi, antes de tudo, um posicionamento.

E o PSI seguiu.

Mais de 80 profissionais estiveram presencialmente em Orlando, atravessando distâncias, inseguranças e contextos pessoais complexos para estar ali. No online, mais de 150 profissionais acompanharam o encontro ao vivo, de diferentes países. Alguns deles participaram de Workshops em salas paralelas no Zoom, conduzidas por Vitor Luz e Barbara Mean, ambos psicólogos em Protugal, criando espaços simultâneos de aprofundamento, troca e discussão clínica, algo que ampliou ainda mais o alcance do evento.

Desde a recepção e o credenciamento, o clima já era outro. Orlando não foi um encontro intimista como Nova York. Orlando foi grandioso, não pelo tamanho apenas, mas pela densidade.

Na abertura oficial, Rayanne, Odaléa e Franciny trouxeram novamente o PSI para o centro do que ele se propõe a ser: um espaço onde teoria, prática e contexto caminham juntos. Não era um evento para “inspirar”. Era um encontro para estruturar pensamento clínico intercultural.

A programação deixou isso claro desde a primeira palestra.

A psicóloga Jessica Lopes de Araujo, vinda de São Paulo, abriu os trabalhos com o tema “Casais de Dupla Carreira: o poder da parceria na construção de sonhos”, trazendo à tona uma realidade cada vez mais comum entre brasileiros no exterior: projetos migratórios que exigem negociações constantes entre carreira, identidade e vínculo.

Em seguida, Fabiana Noronha, consultora parental nos Estados Unidos, apresentou uma das falas mais silenciosamente potentes do encontro: “O Invisível que Migra – Autismo Adulto e os Silêncios da Expatriação”. Uma palestra que ampliou o olhar clínico para experiências migratórias que raramente encontram espaço, e que exigem preparo técnico profundo para não serem atravessadas por invisibilizações.

O brunch com networking intercultural não foi apenas pausa. Foi continuidade. Conversas difíceis, conexões improváveis e a sensação compartilhada de que aquele espaço estava sustentando algo maior do que palestras.

Na retomada, Juliana Teixeira, psicoterapeuta registrada no canadá, trouxe o tema “Quando o jeito de criar é outro: a criança intercultural e os impactos na parentalidade”, aprofundando questões que atravessam famílias migrantes diariamente e que exigem dos profissionais um olhar que vá além de modelos culturais únicos.

Logo depois, Mileide Cheruti, consultora intercultural nos Estados Unidos, apresentou “Do salto alto às sapatilhas: mulheres expatriadas enviadas e suas carreiras”, escancarando os impactos da migração na identidade profissional feminina, especialmente em contextos onde a carreira da mulher precisa ser constantemente renegociada.

A teoria seguiu se ampliando com a advogada internacionalista Camila Cristie, vinda do Brasil, que apresentou “Do visto ao vínculo: Direito Migratório aplicado à Clínica Intercultural”. Uma fala que deixou claro, mais uma vez, que não existe clínica intercultural desconectada do contexto legal, migratório e institucional.

Ainda durante o encontro, Rayanne, Odaléa e Franciny anunciaram o lançamento das aplicações para o Livro volume II, reforçando que o PSI não produz eventos isolados — ele constrói conhecimento contínuo, coletivo e aplicado.

A programação avançou com Teresa Mafra, consultora intercultural no Canadá para casais interculturais, que trouxe o tema “Casais, cultura e envelhecimento: reescrevendo vínculos na migração com o olhar do feminino”, abordando um recorte ainda pouco discutido, mas cada vez mais presente no consultório intercultural.

Na sequência, Luiza Lacerda, mentora nos Estados Unidos, falou sobre “Como transformar dor em conteúdo: comportamento, crenças e construção de autoridade no exterior”, conectando clínica, comunicação e posicionamento profissional — um tema que dialoga diretamente com a realidade de quem constrói carreira fora do Brasil. Luiza foi uma das profissionais que estava como participante no primeiro encontro internacional e subiu ao palco um ano depois.

O encontro seguiu com um painel com especialistas, conduzido por Rayanne, Odaléa e Franciny, e depois com o momento de reflexão “O que ainda não está escrito” — um espaço simbólico e prático para pensar o futuro da Psicologia Intercultural a partir do que ainda precisa ser nomeado, pesquisado e construído.

Após o momento de fotos e luzes, veio um dos pontos mais emocionantes do evento: a premiação, que reconheceu trajetórias que ajudam a sustentar esse campo na prática. Foram homenageadas:

  • Márcia Raposo (Estados Unidos)
  • Margery Pimentel (Canadá)
  • Vívian Widuch (Alemanha)
  • Andréia Batista (Brasil)
  • Lisiane Vargas (Canadá)
  • Diana Girardi (Brasil)
  • Luiza Lacerda (Estados Unidos)

 

Diversos outros profissionais receberam a premiação simbólica no online, pois não puderam comparecer presencialmente.

O coquetel de encerramento foi marcado pela exibição do vídeo produzido reunindo imagens, falas e emoções que ajudaram a dimensionar o que havia sido vivido ali. E, talvez, um dos maiores legados desse encontro tenha acontecido depois.

Após Orlando, diversas parcerias nasceram dentro da comunidade PSI. Projetos conjuntos, convites profissionais, indicações qualificadas, construções que só acontecem quando o networking deixa de ser superficial e passa a ser sustentado por confiança, teoria compartilhada e visão de mundo comum.

O segundo Encontro Internacional do PSI consolidou algo importante: os encontros internacionais não são apenas espaços de fala. Eles são espaços de pensamento. A teoria não é acessório. Ela é a espinha dorsal.

E mesmo em um cenário político instável, o PSI mostrou que continuar, com responsabilidade e profundidade, também é um ato clínico, ético e coletivo.

Orlando não foi só um evento. Foi a confirmação de que a Psicologia Intercultural, quando levada a sério, cria raízes — e também cria rede.

Portugal | Outubro de 2024

Entre os grandes encontros internacionais, tivemos ainda um evento oficial do PSI Terapia no Exterior em Portugal, realizado em outubro de 2024, reafirmando nossa missão de integrar a psicologia intercultural em diferentes continentes.

NY | Maio de 2024 | 1º Encontro Internacional

O primeiro Encontro Internacional do PSI aconteceu em Nova York, e ele começou de um jeito que nenhuma programação daria conta de explicar.

Antes de qualquer palestra, Odaléa, Rayanne e Franciny abriram o encontro visivelmente emocionadas. Não era apenas o início de um evento — era o lançamento do primeiro livro de Psicologia Intercultural voltado à prática clínica com brasileiros no exterior, o Psicologia Intercultural na Prática Clínica de Brasileiros no Exterior. O primeiro livro falando de teoria conectada com a vivência de brasileiros no exteior.

Naquela sala, em Nova York, estavam 30 profissionais. Pessoas que atravessaram cidades, rotinas e fronteiras para estar ali. Mas o encontro não se limitava ao espaço físico. Ao vivo, pelo Zoom, mais de 100 profissionais acompanhavam aquele momento, conectados de diferentes países, fusos e realidades.

Era íntimo e, ao mesmo tempo, global.

A abertura não foi sobre currículo. Foi sobre percurso. Sobre tudo o que precisou ser construído para que aquele livro, e aquele encontro, existissem. Sobre encontros improváveis, sobre insistência, sobre a certeza de que a Psicologia Intercultural precisava sair do lugar abstrato e ganhar prática, linguagem e corpo.

A partir dali, o encontro seguiu com falas que aprofundaram exatamente esse campo que estava sendo inaugurado.

Na sequência, Liziane Vargas, Psicanalista, diretamente do Canadá, conduziu uma palestra essencial sobre psicopatologia e interculturalidade, convidando o grupo a refletir sobre os riscos de patologizar processos migratórios que, muitas vezes, são respostas adaptativas a perdas, rupturas e reconstruções profundas.

Dra. Margery Pimentel, do Psicoterapeuta registrada no Canadá, trouxe um dos temas mais sensíveis e necessários do encontro: racismo estrutural e saúde mental. Uma conversa direta, responsável e atravessada pela realidade de brasileiros que, ao migrar, passam a ocupar novos lugares sociais e raciais, com impactos claros no sofrimento psíquico.

Janaína Carvalho, psicóloga registrada na Alemanha, atravessou o oceano para ampliar o olhar de todos com a palestra sobre a importância da neurolinguística no atendimento intercultural, mostrando como o novo idioma pode se tornar uma barreira entre a experiência emocional e a possibilidade de nomeá-la, afetando diretamente o processo clínico.

O encontro também abriu espaço para diálogos que extrapolam a clínica tradicional.

Andrea Batista, psicóloga no Rio de Janeiro, apresentou os atravessamentos da Psicologia Intercultural no mundo do esporte, revelando desafios pouco discutidos, mas muito presentes na vida de atletas migrantes.

A advogada Rita de Cassia da Silva trouxe toda sua experiência daprática em New York e palestrou sobre a interface entre o Direito e a Psicologia Intercultural, deixando claro como imigração, legislação e saúde mental se cruzam diariamente na vida de quem vive fora do Brasil.

Após o palco, o encontro seguiu de forma ainda mais humana. No networking, algo raro aconteceu: todos os profissionais presentes se apresentaram. Um a um. Histórias, países, percursos, o palco foi compartilhado. O encontro era pequeno, intimista — e exatamente por isso, profundamente potente.

Talvez um dos detalhes mais simbólicos tenha se revelado com o tempo: alguns participantes daquele primeiro encontro voltaram no ano seguinte como palestrantes, outros prêmiados pela contribuição na saúde mental intercultural. O campo não estava apenas sendo discutido, estava sendo formado ali, em tempo real.

Nova York carregava ainda outra camada de significado. Um ano antes, Ray, Fran e Oda haviam se encontrado pela primeira vez em um trem, na própria cidade. Um ano depois, estavam ali, juntas, abrindo um encontro internacional que reunia profissionais do mundo inteiro.

Foi emocionante. Foi fundante. Foi histórico.

Ali, o PSI deixou de ser apenas uma formação.

Ele começou a se tornar, oficialmente, um ecossistema vivo, construído por pessoas, histórias e encontros reais.

NY | Março de 2023

O primeiro encontro das Psis! Não temos palavras para descrever o amor e a alegria de finalmente nos encontrarmos pessoalmente! O sonho se tornou realidade.